Este site usa cookies e tecnologias afins que nos ajudam a oferecer uma melhor experiência. Ao clicar no botão "Aceitar" ou continuar sua navegação você concorda com o uso de cookies.

Aceitar

Escrita Criativa

Narrativa pessoal em 3 etapas

Kaio Serrate
Escrito por Kaio Serrate em 9 de março de 2021
Narrativa pessoal em 3 etapas
Não perca mais nada

Assine a newsletter "Dedo de Prosa" e receba conteúdos exclusivos

Alberto infartou aos 52 anos. 

Não era para menos, pois era daquele tipo de executivo que quase nunca tirava férias. Comia fast food em sua mesa de trabalho, bebia seu uísque no final do expediente quatro vezes por semana e não conseguia subir dois lances de escada sem se cansar. Alberto estava 30 kg acima do que alguém pode considerar um peso saudável. 

O resultado? Quinze dias no hospital, sentimento de culpa por quase ter deixado mulher e dois filhos filhos adolescentes, o medo de morrer e uma certeza: algo precisava ser feito.

Um mês após o susto, começou a caminhar e descobriu um clube de corrida no parque da cidade.

Foi difícil começar. Não havia fôlego ou preparo físico. 

Foi o apoio dos novos amigos, muitos deles maratonistas experientes, que fez Alberto continuar. O que era obrigação foi ficando divertido. 

A corrida e os exercícios ao ar livre passaram a ser um compromisso antes de ir para o trabalho. Foram 27 quilos a menos já no primeiro ano. A corrida de rua foi o gatilho para a mudança de hábitos e a conquista de uma vida mais equilibrada.

Hoje, três anos após o infarto, Alberto se sente mais feliz, mais produtivo e mais conectado à vida. 

A corrida se tornou o pretexto ideal para viagens em família. Os amigos do clube de corrida se tornaram amigos para a vida toda. 

Alberto não perde uma oportunidade de viver bons momentos com a tribo que escolheu e de incluir novos amigos nesse convívio saudável.

Agende um treino experimental gratuito e dê o seu primeiro passo.

Você se imaginou no lugar de Alberto? Teve vontade de virar um corredor de rua também?

Se sim, isso aconteceu porque você se conectou com a história do nosso personagem.

Histórias geram conexão.

Marshall Ganz, professor de Harvard que treinou Barack Obama em sua campanha presidencial de 2008, formulou um modelo de narrativa, dividida em três etapas, que pode ser muito útil para escritores e outros profissionais que desejam posicionar sua marca pessoal.

1. A sua história

Sua história é seu alicerce, sua plataforma para falar com outras pessoas.

Compartilhar vitórias, derrotas e aprendizados é um ato de generosidade. Quando você fala sobre os passos que deu para se tornar quem se tornou, dá a oportunidade para as pessoas aprenderem com suas experiências.

Não é sobre se vitimizar para despertar uma relação falsa de empatia. É sobre ter a chance de se conectar com outros seres humanos. Explicar como suas ações resultaram em uma transformação desejada, do tipo que pode servir como atalho e fonte de aprendizado para o desenvolvimento do outro.

2. A nossa história

O elementos comuns da narrativa unem uma tribo. O que temos de semelhante? Por que devemos nos importar uns com os outros? Como posso chegar onde você chegou?

A história de um grupo é feita de valores e objetivos compartilhados. Gostamos de pertencer a um grupo de pessoas como nós.

A nossa história é sobre estarmos juntos e valorizar a história dos seus companheiros.

3. A história do agora

A história do agora chama a tribo à percorrer sua jornada. A oportunidade e a pressão proporcionada pelo grupo fornecerá o impulso para todos avançarem juntos.

Eu sei como é ser como você, eu tinha esses problemas, então aprendi algo importante e agora atingi meus objetivos.

Eu não fiz isso sozinho. A dor que senti é a dor que percebo em você.

Juntos podemos melhorar isso. É essa a transformação que estou propondo em sua vida.

Devemos fazer isso juntos. Se você duvidar, não vai funcionar. 

A hora é agora.

O que aprendemos com Alberto

Eu te contei a história de alguém que saiu do ponto A e atingiu o ponto B desejado.

No início, vimos que seus maus hábitos, levaram nosso personagem a quase morrer.

Depois, vimos como sua mudança de hábitos melhorou sua saúde, mudou suas relações e como esse movimento é parecido com o que você gostaria de fazer. 

Por fim, temos um chamado à ação, um motivo para você tomar uma atitude agora.

A história de Alberto é uma narrativa nos termos propostos por Marshall Ganz.

O mesmo formato de narrativa, pode ser usado para comunicar o que você tem a oferecer para o seu público-alvo.

Nem preciso dizer que para ser sustentável é preciso ser verdadeiro. A manipulação dos fatos e sentimentos mata o sentimento de grupo. Se for ficção, isso deve ficar claro.

Outro aspecto fundamental é que a tribo não será sua. 

Depois de muito trabalho e alguma sorte, sua opinião será ouvida e considerada pelos membros. Isso não significa ter poder de dar ordens e sim ser uma voz respeitada. Isso é valioso.

Aposte em conectar pessoas para ajudar de verdade na transformação que elas buscam.

Olá,

o que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *